A MODA DOS LENHADORES E O DARWINISMO CULTURAL HUMANO

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Lumberjack worker standing in the forest with axe and chainsaw

A redução do volume do crânio, do tamanho dos dentes, do poder das garras, da força muscular e da robustez do esqueleto são características típicas de espécies domesticadas – e isto vale tanto para pássaros quanto para mamíferos e humanos, inclusive.

Nos últimos milhares de anos, a progressiva domesticação do Homo sapiens fez com que a Seleção Natural privilegiasse a baixa agressividade em nossa espécie. E esta é a mensagem evolucionária oculta em nossos fenótipos.

Uma vez que a capacidade para agressividade vem se tornando rara – e, pela Lei do Mercado, tudo que é raro tem mais valor –, temos testemunhado o retorno de padrões de imagem que sugerem a propensão para “hostilidade” como um diferencial competitivo entre os homens.

Barbearias, motos, lenhadores, cowboys, carros potentes, músculos anabolizados e barbas vêm proliferando há décadas. Coincidentemente, o fenômeno vem intensificando e se alternando em modismos diferentes desde a década de 1960 – justamente o ponto de virada onde os movimentos de “empoderamento feminino” finalmente ganharam o mainstream.

A intensificação do Feminismo provocou a emasculação de parte dos homens, e uma resposta de “super-masculação” na outra parte.

É sempre curioso observar como a Terceira Lei de Newton pode ser extrapolada da Física para a Biologia e a Cultura mantendo uma agudeza axiomática extraordinária, não?

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