FILMES NA MORAL – Parte 2

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Durante uma luta épica em Superman (2013), a vilã kriptoniana Faora arremessa o herói Kal-El em um prédio e afirma: “Se a evolução provou alguma coisa foi que a evolução sempre vence“.

Talvez essa seja nossa esperança. Ou, antes, a derradeira aposta que vale à pena: acreditar que, apesar de toda a selvageria, o humano vá encontrar uma saída para sua tendência à bestialidade.

Isso pode ser exemplificado em outra cena do mesmo filme, quando Clark Kent senta-se em uma igreja para refletir sobre seu dilema. O padre, que pacientemente varre o local, o interpela:

– O que o está atormentando?

– Eu não sei bem por onde começar… – responde o Homem de Aço.

– Comece por onde quiser. – diz o padre.

– Aquela espaçonave que apareceu ontem à noite. É a mim que eles procuram.

O padre engole seco:

– Você sabe… por que eles o querem?

– Não. Mas esse General Zod… mesmo que eu me renda, não tenho garantia de que ele manterá sua palavra. Mas se existe uma chance de salvar a Terra ao me entregar, isso não bastaria para justificar uma rendição?

– O que sua intuição lhe diz?

– Que Zod não é digno de confiança. O problema é que não tenho certeza se as pessoas são dignas dela também.

Clark começa a se afastar e o padre sugere uma última reflexão:

– Algumas vezes – ele diz com sinceridade -, você deve dar um passo de fé primeiro. A parte da confiança vem depois.

Quem sabe, esta seja a saída para o país, para os desafios, os tropeços, os relacionamentos e tudo mais: ser feito de aço por fora, mas trazer por dentro um recheio de fé de que as coisas eventualmente podem dar certo. Com evolução de inteligência e espírito, o mais provável é que elas dêem.

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