O HOMEM E O TRABALHO

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Não trabalhamos mais apenas para ganhar a vida: com a redução de atividades como caçar, plantar, colher, prospectar territórios e guerrear contra tribos inimigas, o trabalho assumiu um papel central na formação da identidade dos homens.

Mais que um meio para adquirir coisas, o trabalho tornou-se um fim em si mesmo. “Sou advogado”, “meu irmão é médico”, “meu marido é policial”, “meu filho é engenheiro”… aquilo que fazemos como trabalho se tornou mais que um tijolo na construção do self masculino, mas uma cultura própria que define quem somos. Isso ocorreu apenas porque nos esquecemos que somos Homens antes de sermos “trabalhadores”.

Muitos homens medem a satisfação com seu trabalho usando “réguas de sucesso” que criam um problema crescente de tensão e esgotamento.

Não raramente, alguns resolvem que a única cura para a tensão consiste em abandonar o “campo de batalha”, desistindo de projetos incríveis que poderiam conduzir a uma vida cheia de propósito e conquistas.

Outros cedem parcialmente à luta contra o esgotamento e tornam-se “homens da cidade”, sedentários cujo maior símbolo de poder é uma caneta e o maior risco físico que correm é cair de uma cadeira, com valores morais que variam de acordo com as exigências do mercado.

Apenas uns poucos vencem o sentimento de vazio e frustração e assumem seu trabalho como um ventre fértil a partir de onde concretizarão suas visões de Força, Honra, Coragem e Sabedoria.

Qual desses tipos você é?

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