AFINAL, É DOS CARECAS QUE ELAS GOSTAM MAIS?

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A maioria dos homens com pouca telha reclama que “ser careca não é nada sexy”. Todavia, algumas evidências científicas recentes sugerem que a calvície tem algumas vantagens sociais…

A aparência tem, sim, um significado enorme em nossa sociedade. Sua aparência tem uma influência direta na sua carreira, na sua renda, no tipo de pessoas que formarão seu círculo de conhecidos e até na escolha da tampa da sua panela. A aparência participa dos julgamentos que elaboramos sobre as pessoas, o tempo todo.

Você pode até não gostar que as coisas sejam assim, mas é assim que elas são. Recusar a influência da aparência é como recusar a influência da força da gravidade: inútil. Várias pesquisas mostram que indivíduos fisicamente atraentes recebem mais propostas de trabalho e de relacionamento. A beleza abre portas.

Tradicionalmente, a calvície sempre foi associada a várias características “indesejáveis” – fraqueza, incompetência, impotência, baixa virilidade, baixa autoestima, envelhecimento, etc. Por infelicidade, 50% dos homens apresentação algum grau de rarefação dos cabelos por volta dos 50 anos de idade. Por isso, não surpreende que a “indústria contra a calvície” movimente a cada ano cerca de 3,5 bilhões de dólares em todo o mundo.

Há algumas décadas, os homens que optavam por raspar suas cabeças, assumindo de vez a careca em progresso, eram considerados “curiosos” e “exóticos”, mas isso vem mudando. Graças aos avanços nos estudos científicos, sabemos agora que a calvície masculina está associada à produção de altos níveis de testosterona.

Recentemente, uma pesquisa publicada no periódico Social Psychological and Personality Science (1) mostrou a intensidade desta mudança: os pesquisadores mostraram aos participantes (homens e mulheres) fotos de homens calvos e de homens com uma cabeleira densa, e solicitaram que os voluntários classificassem as imagens em ternos de dominância, atratividade e faixa etária. Os homens com cabeça raspada foram percebidos em média como 1 ano mais jovens do que realmente eram, ligeiramente mais atraentes e muito mais dominantes que os homens cabeludos. E isto não estava relacionado à raça: homens calvos caucasianos e afro-americanos receberam notas semelhantes.

Em uma segunda etapa do mesmo estudo, os pesquisadores utilizaram fotos de homens com cabelos e fotos dos mesmos homens, porém digitalmente editadas, desta vez sem qualquer cabelo. Uma vez que apenas o item “cabelo” havia sido modificado, as diferenças de percepção certamente estariam relacionadas à presença ou não deste item. Desta vez, os homens calvos foram classificados como sendo…

– 13% mais dominantes.

– 6% mais autoconfiantes.

– 10% mais masculinos

– 13% mais fortes.

Finalmente, os pesquisadores avaliaram se essas percepções eram mantidas quando os homens eram descritos apenas em palavras, sem fotos. Desta vez, eles adicionaram a descrição “cabelo rareando, mas não calvo” às opções. Novamente, os cientistas descobriram que homens completamente calvos eram percebidos como mais dominantes, mais masculinos, mais fortes e melhores líderes que os demais. Mas homens parcialmente calvos e com “cabelo rareando” obtiveram pontuações bem inferiores aos homens com uma cabeça cheia de cabelo.

A mensagem do estudo foi bem clara: se você está ficando careca, assuma isso com tudo! Você só tem a ganhar.

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Referência:

(1) Mannes AE. Shorn Scalps and Perceptions of Male Dominance. Social Psychological and Personality Science. March 2013;4(2):198-205.

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