A PEDRA E O AUTOPERTENCIMENTO

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Imagine que lhe foi dada a tarefa de partir um bloco de pedra. Não grande demais ao ponto de ser impossível parti-lo, mas não pequeno o suficiente para ser quebrado com uma única martelada.

Munido de seu porrete, você avançou sobre o bloco com grande esforço e diligência. Por horas a fio, você o marretou inclemente. Cada vez mais forte no princípio, e então com disciplina mas sem a mesma energia no final – os músculos cansados doiam, os ombros queimavam, as costas rangiam. Ainda assim, você persistiu. E marretou. E marretou Até que, por fim, antes do por do sol, em um golpe preciso, o bloco rachou e partiu-se ao meio.

Você já estava ali há horas e nem esperava mais que o bloco se partisse. Mas seu empenho foi capaz de concluir a tarefa extenuante. E sorriu pensando em sua “marretada da sorte” que finalizou o trabalho.

Pergunto: (1) quando o bloco começou a se partir? e (2) qual marretada o quebrou?

Eu respondo:

(1) Ele começou a partir-se no momento em que VOCÊ decidiu que iria fazer isto com ele.

(2) O bloco não foi quebrado pela última marretada, mas por CADA UM DOS GOLPES que você desferiu ao longo dia. A cada golpe, você aproximava o bloco um pouco mais do ponto de ruptura.

Seus problemas, desafios e vicissitudes são como um bloco de pedra. Você pode esperar que eles se partam por força dos elementos – vento, chuva, frio, calor, tempo -, mas isso demora demais. E não há mérito algum nisso. O mérito reside em empunhar a marreta de seu Intelecto, de sua Coragem e de sua Disciplina, e ir você mesmo, com a força de seus braços e de seu Caráter, desmantelar o blocos impeditivos em sua vida.

Aceite o desafio.

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