O QUE JOHN WAYNE TEM PARA LHE ENSINAR, PARTE 2: Não Existem Desculpas Válidas

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EL DORADO (1967)

El Dorado é o segundo filme da trilogia de Howard Hawks enfocando xerifes enfrentando situações de grande perigo. Os outros são Rio Bravo (1959) e Rio Lobo (1970), todos estrelados por John Wayne.

Cole Thornton (John Wayne), um notório pistoleiro que segue seu próprio código de honra, é contratado pelo inescrupuloso barão de gado Bart Jason para um serviço nas proximidades da cidade texana de El Dorado, na fronteira mexicana.

A caminho da fazendo de Jason, Cole faz uma parada na cidade onde revê sua amiga Maudie e o xerife J.P. Harrah, um antigo parceiro, que lhe diz que Jason quer expulsar à força a família MacDonald das terras deles devido a uma disputa por fonte de água.

Ciente da injustiça, Cole desiste do trabalho e segue até a casa de Bart para devolver o dinheiro adiantado. No caminho de volta é emboscado por um dos filhos de MacDonald, Luke, que acaba morrendo na troca de tiros. Cole explica o que aconteceu ao pai do garoto – que aceita a versão da história. Contudo, logo sofre nova emboscada, dessa vez de Joey MacDonald, a vingativa irmã de Luke. Cole desarma a garota e vai embora da cidade, mas não sem antes levar de lembrança, alojada próxima da coluna, uma bala disparada por Joey.

Meses depois, Cole descobre que o famigerado Nelse McLeod é o novo pistoleiro contratado por Bart Jason e que seu amigo, o xerife Harrah, se tornara um alcoólico. Cole volta à El Dorado para ajudar Harrah contra Jason e os pistoleiros, sendo acompanhado por Mississippi, um jovem que se livrara de uma emboscada graças a ele.

A luta será difícil, pois Cole sofre de espasmos paralisantes por causa do antigo ferimento infligido por Joey MacDonald, o que lhe impede de sacar a arma. Além disso, Mississippi não sabe usar revólveres (somente facas) e Harrah encontra-se completamente imprestável devido à bebida. Apesar disso, Cole não vê alternativa senão agir em concordância com seus princípios.

Quando se trata de fazer o que deve ser feito, as desculpas – sejam na forma de queixas, explicações ou justificativas – são inúteis. Elas não são de qualquer valia para o indivíduo, tampouco para aqueles ao seu redor.

Os personagens de John Wayne não ficavam arrumando desculpas esfarrapadas para seus erros – e também não ficavam exigindo o mesmo dos outros.

Quando você começa a arrumar desculpas para tudo, logo essas indulgências se metastizam e evoluem para algo maior, pior e bem mais perigoso que apenas subterfúgios: quando você menos perceber, suas desculpas terão virado pura covardia, e você estará fugindo como uma criança assustada de cada um dos Bart Jason e McLeods em seu caminho.

Lute suas batalhas internas com dignidade. Mantenha-se alerta, saiba pelo que está lutando, inspire-se em seu senso de honra e justiça, e faça o que deve ser feito.

 

O QUE JOHN WAYNE TEM PARA LHE ENSINAR, PARTE 3:

Certo é Certo, Errado é Errado – e é seu dever aprender esta diferença.

 

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