O QUE JOHN WAYNE TEM PARA LHE ENSINAR, PARTE 7: Depende de você

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O Último Pistoleiro (1976)

The Shootist (O Último Pistoleiro) é um western dirigido por Don Siegel e baseado no livro de Glendon Swarthout, publicado em 1975. Foi o último filme do ator John Wayne (1907-1979).

Trata-se de um faroeste psicológico que ressoa como um requiem à mitologia do ator: seu personagem, como ele próprio, é uma lenda viva, mas sofre de câncer e tem os dias contados.

Reunindo atores veteranos, esta homenagem à velha Hollywood e à mitologia do faroeste marcou a despedida de Wayne como um tributo à glória do ator: o passado herói é invocado em cenas de antigos westerns de John Ford, Howard Hawks e Farrow, todos interpretados por John Wayne.

O filme conta o final da vida de John Bernard (J.B.) Books, um famoso pistoleiro veterano apelidado de “shootist”, que no passado já havia matado mais de trinta homens. Em 1901, sofrendo de uma doença terminal – um câncer na próstata -, Books vai à Carson City, Nevada, com a intenção de visitar o médico Doc E.W. Hostetler, seu velho amigo, em busca de uma segunda opinião. Hostetler confirma o diagnóstico, prevendo uma morte próxima. Resiliente, JB aluga um quarto da viúva Bond Rogers e sua presença vira notícia em toda a região.

Enquanto o delegado Thibido exulta ao saber que o mitológico Books irá morrer na cidade, Bond receia os efeitos nocivos que o pistoleiro pode acarretar ao filho Gillom, que adora caubóis famosos. Em sua agonia, Books deve defrontar-se com repórteres interessados em cobrir a morte de um mito e com pistoleiros dispostos a desafiá-lo a um último duelo, como Pulford, Cobb e Sweeney. A escolha que se apresenta é: passar seus últimos dias queixando-se de dor ou procurar morrer com dignidade?

Uma boa morte é em si uma recompensa” – disse Faora-Ul em Super-Homem, o Homem de Aço. Como Kal-El, um dos personagens em quadrinhos mais famosos de todos os tempos, John Wayne viveu e representou um período de nossa história onde estávamos no controle de nossos próprios destinos. Na verdade, pouco mudou nesse sentido, exceto por nossa percepção e compromisso com a realidade: as modernas gerações Y e Z vêm se tornando especialistas em não assumir o controle sobre suas escolhas e as conseqüências delas.

Seu destino não depende do governo, ou da empresa para qual você trabalha, ou de um cônjuge, ou das estrelas, dos planetas, das marés ou da sorte. Pode soar solitário, mas é você quem terá que se ajudar ao longo do caminho. Oportunidades existirão, mas caberá a você encontrá-las e não o inverso.

É aqui que suas desculpas terminam: dentro da vida que está levando exatamente agora, existem oportunidades infinitas para ajudar pessoas, criar soluções, começar seu próprio negócio ou participar de uma equipe e auxiliar alguém a realizar um sonho útil para sua comunidade.

Certamente haverá um trabalho duro pela frente, mas a vida não é justa. Ela não foi criada para ser justa. As virtudes perderiam suas grandezas se a vida fosse justa – que motivo teria para arriscar mais ou se empenhar mais, se as igualdades e os aprendizados fossem distribuídos gratuitamente a despeito do mérito de cada um?

Você não tem mais desculpas para desistir de lutar e crescer. Sua vida é SUA VIDA. Está nas suas mãos. Coloque-as à obra.

 

 


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