O QUE JOHN WAYNE TEM PARA LHE ENSINAR, PARTE 6: Estamos nisso juntos

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Álamo (1960)

Em 1836, o general Santa Anna e o exército mexicano estão varrendo o Texas. Para poder detê-lo, o general Sam Huston precisa de tempo para criar uma resistência. Com o intuito de retardar o progresso de Santa Anna, Huston ordena que o coronel William Travis defenda uma pequena missão a todo custo na rota dos mexicanos. A pequena tropa de Travis recebe o reforço de grupos que acompanham Jim Bowie e Davy Crockett (personagem de John Wayne), mas a situação se torna desesperadora. Travis deixa claro que não haverá vergonha se eles partirem enquanto podem, mas cento e oitenta e dois homens decidem fazer uma resistência heroica no forte Álamo.

Álamo conta a lendária – e verdadeira – história de um pequeno grupo de soldados que se sacrificaram para combater todo um exército e evitar que um tirano esmagasse a nascente República do Texas.

John Wayne, o homem fora da tela, terminou se tornando bastante semelhante aos personagens que interpretava no cinema. E um ponto importante de sua personalidade era sua disposição em agregar esforços por similaridade ao invés de dividi-los por suas diferenças intrínsecas. Ele defendia, por exemplo, que não existia Afro-Americano ou Nipo-Americano ou Ítalo-Americano – “somos simplesmente americanos”, apregoava Wayne.

John acreditava que, ao adicionar o prefixo à nacionalidade das pessoas, ainda que não intencionalmente, estávamos criando grupos menores confinados em si. Isso pode ser um desejo tribal embutido em nossos genes, mas no contexto geral de uma nação, esse tipo de estratégia mais atrapalha que ajuda. Se nos enxergamos como culturas e raças diferentes, com diferentes desejos e necessidades, não seremos capazes de trabalhar coletivamente.

Estamos todos no mesmo forte Álamo”, seria a frase de Davy Crockett.

A realidade é que não interessa se você é alto, baixo, casado, solteiro, eremita, manco, míope, vesgo, cego, careca, preto, marrom, branco, amarelo ou azul com bolinhas vermelhas: o fato é que estamos neste barco JUNTOS. Somos todos o mesmo time. A pobreza não tem cor – tampouco o ódio, o respeito, o amor, a miséria, o altruísmo, o mérito ou a confiança são coloridos.

Então seja Brasileiro. Mantenha suas tradições vivas, vista a roupa de seu regionalismo com orgulho, mas não peça mais que outra pessoa apenas porque você se sente no direito.

Você não tem direitos maiores que qualquer outro cidadão honesto de sua cidade. E vocês estão nessa juntos. Dê seu suor para tornar a vida melhor para todos e agradeça sincera e profundamente por ter a oportunidade de ser uma pessoa melhor a cada dia.

 

O QUE JOHN WAYNE TEM PARA LHE ENSINAR, PARTE 7:

Depende de você

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