O UNIVERSO FRACTAL

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Das várias coisas inusitadas que levo minha inteligência para investigar, nenhuma delas supera os Fractais.

O termo “Fractal” foi criado em 1975 por um matemático francês nascido na Polônia: Benoit Mandelbrot. Após descobrir esta forma quase inacreditável de geometria, Benoit a batizou a partir do adjetivo latino “fractus”, do verbo frangere, que significa quebrar.

Basicamente, Fractais são formas que se repetem em detalhes mínimos produzindo uma complexidade infinita a partir de uma equação simples, porém fabulosa. Eles estão onipresentes em florestas, folhas, legumes, videogames, filmes, desenhos animados da Pixar, vasos sanguíneos, e praticamente em toda parte, como se fossem uma prova da Matrix em que vivemos.

A concha em espiral de um molusco segue o mesmo padrão Fractal de um ciclone e de uma galáxia. Estas auto-similaridades também podem ser encontradas quando examinamos a folha de uma samambaia, por exemplo: cada ramo é composto por uma repetição cada vez menor de cópias de si mesmo. O mesmo vale para os padrões de galhos em uma árvore, para o curso desenhados pelos rios e para a maneira como um relâmpago se ramifica.

Mas os Fractais não ocorrem apenas na Natureza espontânea das coisas: as estruturas engendradas pelo homem também seguem um condicionamento Fractal, ainda que nem sempre façamos isso de maneira consciente. A configuração das estradas que conectam nossas cidades, dos hubs das linhas aéreas e dos “nós” de servidores que compõem a Internet, todos estes também apresentam padrões Fractais.

É especialmente fascinante constatar características Fractais em nosso próprio corpo: graças à disposição fractal, seus pulmões têm uma superfície de dezenas de quilômetros quadrados para trocas gasosas, e o oxigênio que ele capta é levado até seu cérebro com grande eficiência por uma rede Fractal de vasos sanguíneos. No seu cérebro, os neurônios se interconectam… fractalmante! Cada pensamento que você tem – até mesmo aqueles que está tendo neste exato momento! – é fruto de uma cascata de impulsos nervosos que trafega nesta rede Fractal.

Quando observamos o modo como a Matéria Escura se distribui pelo Universo, o que enxergamos é uma trama Fractal colossal, porém extremamente semelhante àquela que existe dentro da sua cabeça, porém com centenas de milhares de anos-luz de extensão.

Toda essa complexidade decorre de uma repetição da fórmula descrita por Mandelbrot. Do universo quântico ao formato dos sistemas solares, encontramos padrões Fractais em toda parte.

Talvez devêssemos considerar seriamente a possibilidade de que os Fractais serem o elemento mais fundamental do Cosmos.

Muito mais que nos condenar a um destino imutável, esta aquiescência elevaria enormemente a compreensão sobre nossa própria existência e sobre como nos relacionamos com a Realidade à nossa volta.

Te levei longe demais? 😉

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