VOCÊ SABE QUEM FOI O BARÃO DO RIO BRANCO?

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José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, iniciou na carreira política como promotor público em Nova Friburgo, em 1868. No ano seguinte, foi eleito Deputado pelo Partido Conservador representando a província de Mato Grosso. Nas duas décadas seguintes, ocupou vários cargos diplomáticos na Inglaterra, na Rússia e na Alemanha.

Em 3 de dezembro de 1902, Paranhos assumiu o comando do Ministério das Relações Exteriores – cargo que ocupou ao longo do mandato de 4 Presidentes da República (Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca), até sua morte em 1912.

José Paranhos recebeu o título de Barão do Rio Branco um pouco antes do final do Segundo Império. O uso de títulos de nobreza era proibido pela Constituição de 1891, mas José – um monarquista convicto – continuou a utilizar o título até mesmo em sua assinatura.

Em 1908, morando no Rio de Janeiro, Paranhos convidou o engenheiro Augusto Ferreira Ramos para projetar um sistema teleférico que facilitasse o acesso ao cume do Morro da Urca. A primeira etapa do projeto foi concluída em 27 de outubro de 1912 e o teleférico se tornaria mundialmente conhecido como o Bondinho do Pão de Açúcar. Infelizmente, o Barão morreria antes da conclusão da obra: em 10 de fevereiro de 1912, aos 66 anos de idade, sucumbiu a uma insuficiência renal.

Em 1909, o nome do Barão foi sugerido para a sucessão presidencial do ano seguinte, mas ele preferiu não assumir qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional.

Entre 1907 e 1912, além de Ministro das Relações Exteriores, Paranhos também presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Ao todo, devemos ao Barão do Rio Branco mais de 900 mil km² de nosso território atual.

O município de Paranhos, no Mato Grosso do Sul, localizado na fronteira com o Paraguai foi batizado em sua homenagem.

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