TRÊS DILEMAS SOBRE O ESTADO (PARTE 2): DEMOCRACIA

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Observando o mundo à sua volta, e ainda que você não domine conceitos aprofundados de política e economia, tente responder o seguinte: Grandes Estados atingem sucesso em promover bem-estar social? Isso já aconteceu alguma vez?

Em primeiro lugar, quando pegamos o Índice de Liberdade Econômica, que é a principal ferramenta de mensuração do grau de liberdade e intervencionismo estatal dos países do mundo, e o cruzamos com estatísticas relacionadas à qualidade de vida da população, observamos que os países mais liberais lideram todas elas, sejam quais forem, enquanto que, no caminho oposto, os países altamente interventores ocupam a lanterna nessas avaliações.

Em segundo lugar, praticamente todos os regimes reconhecidamente tirânicos ao longo da história foram altamente centralizadores. Fascismo, nazismo, comunismo, e mais recentemente exemplos como o chavismo venezuelano e a ditadura Norte Coreana, dentre tantos outros. Não nos esqueçamos da máxima fascista de Benito Mussolini: “Tudo no Estado. Nada fora do Estado, e nada contra o Estado”. E um Estado Grande não tolera a Democracia.

Somadas, estas evidências oferecem um panorama bastante convincente: o Estado grande é PREJUDICIAL. Isso valeu tanto no passado quanto ainda vale no presente, e esta conclusão é um fato que pode ser colhido a partir da simples realidade nua e crua.

O Estado PRECISA existir, porém ele NÃO PODE ser extenso. Ele deve ser limitado, fazendo valer a máxima de que a dose é a diferença entre o remédio e o veneno. E nenhuma limitação é mais eficaz para o Leviatã das sociedades humanas que um Estado Democrático de Direito. É isto que nossos instintos nos dizem, e é isto também que as estatísticas e séries históricas de nossa espécie indicam.

Apesar das imperfeições da Democracia, e da lentidão com que ela opera as mudanças que ansiamos, ela é a única contenção eficaz para evitar que o Estado Leviatã que criamos eventualmente nos devore.

Mas até para sustentar um Estado Democrático é preciso alguma forma de custeio. O que nos leva ao terceiro e último dilema desta série: TRÊS DILEMAS SOBRE O ESTADO (PARTE 3): FINANCIAMENTO

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